Agroanalysis - A Revista de Agronegócio da FGV

Agrodrops

Janeiro de 2017

GV agro completa dez anos

A data foi comemorada e prestigiada por seleto público em evento especial. Na coluna Diário de Bordo da edição deste mês da Agroanalysis, Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, traz informações mais detalhadas sobre as iniciativas e as realizações do GV Agro. Foi realmente um período muito fértil de produção de trabalhos nas áreas de Ensino, Pesquisa e Extensão, com projetos e publicações por meio de parcerias diversas firmadas com organizações de prestígio nos âmbitos nacional e internacional. Esse desempenho notável trouxe experiência e traz crédito para a continuidade das atividades do GV Agro nas esferas acadêmicas e empresariais de excelência em qualidade.

Plano chinês para 2020

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China divulgou o seu 13º Plano Quinquenal de Desenvolvimento da Economia Rural. O documento registra a meta de aumentar a produção de grãos de 500 milhões de toneladas para 550 milhões, mantendo a área agricultável estável em 124 milhões de hectares, no cenário até 2020. A preocupação do governo é com a contaminação do solo e da água decorrente do emprego de insumos químicos. O país consome cerca de um terço da produção mundial de fertilizantes, que está em expansão pelo emprego na fruticultura e na horticultura. A estatal fixou crescimento zero para fertilizantes e defensivos, além da reciclagem de embalagens.

Eleição na organização mundial do comércio

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o diplomata brasileiro Roberto Azevêdo, primeiro latino-americano a ocupar o cargo, concorrerá à reeleição. O resultado sairá em maio próximo, e o mandato, de quatro anos, começa em setembro. Um dos maiores triunfos do candidato foi ter conseguido importantes avanços na retomada da Rodada de Doha, com o propósito de ampliar a liberalização e a abertura do comércio internacional como motor de desenvolvimento dos países não industrializados.

Segurança do alimento brasileiro

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou os resultados do Programa de Análises de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA). O trabalho analisou, entre 2013 e 2015, a produção de alimentos como cereais, frutas, legumes e verduras em todo o País. A conclusão é de que o alimento in natura produzido no Brasil é extremamente seguro para o consumo. O resultado mostrou que quase 99% das amostras não representam risco à saúde da população.

Atalho marítimo do século XXI

Inaugurado em 1914, o Canal do Panamá, que liga os oceanos Atlântico e Pacífico, com 80 quilômetros de extensão, praticamente dobrou a sua capacidade de transporte de carga, que passou de 360 milhões de toneladas para 600 milhões. A obra para esta expansão custou cerca de US$ 5,25 bilhões. Com isso, embarcações graneleiras aumentaram a capacidade de transporte para 150 mil toneladas em navios capesize, o triplo do levado pelos navios panamax.

O agronegócio ainda possui participação relativamente pequena no movimento comercial do canal. Apesar de atender 17 commodities diferentes, as cargas de produtos prontos, em contêineres, dominam o transporte. Mas, apostando no papel de hub do Panamá, como centro de distribuição e conexão mundial, o governo local busca parceiros estratégicos para dry bulk, as chamadas cargas secas ou granéis sólidos, com grãos e refrigerados.

Cana transgênica na CTNBIO

A Subcomissão Setorial Humana Animal da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou a liberação comercial de uma variedade de cana-de-açúcar geneticamente modificada com resistência a lagarta-do-colmo (Diatraea saccharalis). Agora, a solicitação será submetida à Subcomissão Setorial Vegetal Ambiental. Essa tecnologia já é usada há duas décadas nas culturas de algodão, milho e soja em diversos países, sem perigo às saúdes humana e animal. A planta resistente à lagarta reduzirá a aplicação de defensivos.

Meta maior para biocombustíveis nos EUA

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) estipulou as metas do Renewable Fuel Standard (RFS) para o uso de biocombustíveis em 2017, com a mistura de 19,28 bilhões de galões na gasolina e no diesel. Desta quantidade, 15,00 bilhões de galões serão de biocombustível convencional e 4,28 bilhões de galões serão de biocombustíveis avançados. Houve um aumento de 6% em comparação aos 18,11 bilhões de galões fixados em 2016. Na média dos últimos quatro anos, o Brasil forneceu 10% do consumo de biocombustíveis avançados dos carros norte-americanos.

Brasil livre de aftosa com vacinação

Numa luta de meio século, até maio de 2018 o Brasil deverá receber o certificado de território livre de febre aftosa com vacinação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Se essa previsão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) se confirmar, certamente será facilitada a abertura de novos mercados internacionais para o produto brasileiro.

Atualmente, a maior parte do território nacional já tem esse status. A exceção é o estado de Santa Catarina, que já é reconhecido como livre de aftosa sem vacinação. No Amazonas, apenas os municípios de Guajará, Boca do Acre e parte de Lábrea e Canutama têm o status de livre da doença com vacinação. Ainda no Norte, as totalidades de Roraima e Amapá ficam fora da classificação como zonas livres da doença.