Agroanalysis - A Revista de Agronegócio da FGV

Diário de bordo

Dez anos!

Janeiro de 2017

ROBERTO RODRIGUES - Colunista

ROBERTO RODRIGUES, Coordenador do Centro de Agronegócio da FGV (GV Agro)

Outros textos do colunista

EM NOVEMBRO passado, o Centro de Agronegócio da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (GV Agro/FGV-EESP) completou dez anos de atividades.

No setor educacional, destaca-
se, nesse período, o Mestrado Profissional em Agronegócio (MPAgro), criado em 2007 com uma característica única: é oferecido pela FGV, mas é realizado em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), de Piracicaba. Já se formaram 74 mestres, cujas dissertações foram publicadas em livros, revistas e jornais e apresentadas em congressos com grande destaque. A décima turma, que se inicia em janeiro de 2017, tem o número recorde de 23 inscritos.

Também relevante é o MBA em Gestão Estratégica do Agronegócio, que já formou 967 alunos em 63 turmas, em cursos realizados em 21 cidades brasileiras.

O GV Agro teve papel importante na internacionalização da Fundação, ao trazer para a entidade estudos de viabilidade técnica para a produção de alimentos e biocombustíveis em quinze países da América Latina e da África. Tais trabalhos, coordenados pela FGV Projetos, focaram Moçambique, Angola, Senegal, Guiné-Conacri, Zâmbia, Libéria e Guiné-Bissau – na África –, e mais Argentina, Paraguai, República Dominicana, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras e São Cristóvão e Neves, na América Central, no Caribe e na América do Sul.

Na mesma área internacional, o GV Agro realizou estudos sobre agroenergia e alimentos para a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Em parceria com a Climate and Land Use Alliance (CLUA), foi instalado no GV Agro o Observatório do Clima, iniciativa voltada ao engajamento da sociedade no debate sobre a Agricultura de Baixo Carbono (ABC), grande trunfo do Brasil para a redução das emissões de gases do efeito estufa. Os trabalhos do Observatório, realizados em parceria com o Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV (GVces), focaram a implementação do Plano ABC, a partir da constatação de sua pouca utilização pelos produtores. Os resultados foram notáveis, com crescimento significativo de novos empreendedores, a ponto de chegarmos já ao final do ano passado com 12 milhões de hectares com integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), um dos destaques do ABC. O Observatório viabilizou a publicação de onze estudos sobre o tema, e outros quatro estão em andamento.

Foram, ainda, realizados inúmeros projetos financiados por FAPESP, CNPq, Abiec, Abapa, CAF, Apex-Brasil, Embaixada Britânica, CGEE, Ministério da Fazenda, Cooperativas, IPT, PMA/ONU, Centroalcool, Itamaraty, Vale, FINEP, ABDI, BID e, até mesmo, o governo de Formosa. Entre esses projetos, figuram a assessoria dada pelo GV Agro para a realização da Feira de Milão e estudos sobre o futuro das relações Brasil-China. Também chama a atenção o trabalho apresentado no evento de comemoração de dez anos sobre a possível atividade rural na Amazônia sob a ótica do Plano ABC.

Nesses dez anos de existência, os participantes do GV Agro realizaram cerca de 703 palestras nos mais diversos eventos nacionais e internacionais, publicaram onze livros e capítulos de livros. A revista Agroanalysis teve 121 números publicados.

Todo esse trabalho foi realizado por uma equipe pequena, mas altamente qualificada e motivada, e sempre em parceria com outras unidades da Fundação Getulio Vargas. O permanente apoio oferecido pela Alta Direção da Fundação, pela Diretoria da Escola de Economia de São Paulo e pela FGV Projetos foi essencial para os avanços obtidos.