Agroanalysis - A Revista de Agronegócio da FGV

Opinião

GV agro

Janeiro de 2017

ARNALDO JARDIM - Colunista

ARNALDO JARDIM, Deputado federal licenciado (PPS-SP) e secretário de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo

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TIVE A alegria de participar, em novembro último, da comemoração de uma década de atuação da GV Agro em favor do conhecimento da pesquisa e da formulação de propostas para o setor agropecuário brasileiro. O GV Agro, braço agropecuário da Fundação Getulio Vargas (FGV), reúne gente que pensou, analisou e propôs iniciativas e políticas públicas que foram decisórias para o sucesso da produção no campo, em uma vanguarda fundamental que incorporou desafios como conciliar a produção de alimento e a energia, estabelecer o conceito de sustentabilidade, buscar pelo seguro agrícola, implantar o Programa ABC e, agora, difundir a integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF).

Todos sabemos da força econômica e social da agropecuária, cada dia mais dinâmica e tecnológica. É do conhecimento gerado por pesquisas e análises que vem esta força, capaz de aumentar produtividade sem desmatar áreas e atender as demandas por fibras, energia e alimentos sem rivalizar com a preservação ambiental. Isso tem papel importantíssimo na missão do Brasil de alimentar o mundo nos próximos anos.

O GV Agro cumpriu e continuará cumprindo o essencial papel de desenvolver importantes iniciativas que são verdadeiras revoluções no campo, como o Sistema iLPF, importante ferramenta na busca por maior produtividade. “Atualmente, temos incorporado em um grão de milho tanta tecnologia quanto em um chip para equipamentos eletrônicos”, disse Roberto Rodrigues, um bom tempo atrás.

Essas inovações são fruto do conhecimento de pessoas que se propõem a ir além e vislumbrar nas necessidades que se apresentam as saídas que superam as demandas. São comemorações como essa que nos dão a certeza de que o nosso setor tem plena capacidade de ser o indutor do crescimento econômico brasileiro, uma necessidade patente em meio à crise pela qual passa o País.

A produção industrial, que costuma crescer em outubro, manteve o ritmo de queda do mês anterior e segue muito baixa, provocando elevada ociosidade no setor. O índice de utilização da capacidade instalada caiu um ponto percentual em outubro, na comparação com setembro, e ficou em 65%.

Esse papel de indutor do crescimento, antes delegado ao setor industrial, pode e deve ser também da agropecuária, como bem destacou o professor Yoshiaki Nakano, diretor da FGV. Temos todas as condições para assumir isso. A agropecuária tem capacidade de ser inovadora e tem diferencial de competitividade e vantagens competitivas, mas, para isso, é preciso, também, divulgar o setor e contextualizá-lo na economia brasileira.

O GV Agro emana em forma de cursos, consultorias, desenvolvimento de projetos para ONGs e empresas e na publicação de textos para discussão, nesta importante revista que você tem em mãos. Além disso, preocupa-se com a qualidade da formação dos profissionais, oferecendo-se conhecimento na forma do Mestrado Profissional em Agronegócio (MPAgro) e do MBA em Gestão Estratégica do Agronegócio.

Tudo isso com a reconhecida qualidade da FGV e coordenado por um dos principais nomes da agropecuária brasileira, nosso sempre ministro da Agricultura Roberto Rodrigues.

A certeza é de que os próximos dez anos do GV Agro serão ainda mais frutíferos e que ele nos auxiliará no desafio de fornecer ao mundo fibras, energia e alimentos com sustentabilidade, qualidade e segurança.