Agroanalysis - A Revista de Agronegócio da FGV

Ameaças fitossanitárias

Ciência em prol da alimentação mundial

Janeiro de 2017

O BRASIL sofre com as perdas relacionadas a novas pragas nas lavouras. Os prejuízos impactam o produtor rural e prejudicam o fornecimento de alimentos no País. Para garantir a defesa agropecuária, é preciso investir no combate à entrada estimada de 150 pragas exóticas. Trata-se de um trabalho preventivo de fiscalização em portos, aeroportos e fronteiras secas de proporções continentais.

Uma vez em território nacional, as pragas exóticas atacam as plantações sem serem incomodadas, já que muitos organismos não encontram predadores no Brasil. A única alternativa é o tratamento das lavouras com defensivos agrícolas. O problema é quando os produtos necessários não estão registrados no País.

Por isso, o setor produtivo reivindica maior agilidade na aprovação de novas tecnologias. As pragas não esperam os burocráticos processos regulatórios vigentes. Para um agronegócio moderno e profissionalizado, é necessário unir agilidade e rigor científico.

Os defensivos agrícolas são parte importante do pacote tecnológico que transformou o setor agrícola nas últimas décadas. Ampliamos a produção sem expansão na área plantada. Temos o desafio de alimentar mais de 9 bilhões de habitantes até meados deste século.

Não há dúvida em relação à importância de uma política de defesa agropecuária forte e eficiente, capaz de proteger o maior patrimônio do País. Não seria exagero dizer que se trata de uma questão de segurança nacional.

Nos últimos quarenta anos, o Brasil passou de importador a grande produtor mundial de alimentos. Neste período, as empresas associadas à Andef desenvolveram produtos fundamentais para esse desempenho. Em seus laboratórios, são pesquisadas as novas tecnologias para garantir a sanidade das lavouras.

Os defensivos agrícolas registrados no País são seguros para o agricultor e o consumidor final, quando utilizadas as recomendações técnicas. Essa garantia é dada pelos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), do Meio Ambiente (MMA) e da Saúde (MS), que avaliam criteriosamente um novo produto antes de liberar a sua comercialização.