Agroanalysis - A Revista de Agronegócio da FGV

Amazônia legal

Aumenta o desmatamento

Janeiro de 2017

O DESMATAMENTO da Amazônia mostrou crescimento entre agosto de 2015 e julho de 2016, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Houve uma taxa de 7.989 km² de remoção total da cobertura da floresta por corte raso, o que significa a eliminação de toda a vegetação existente. A expansão correspondeu a um incremento de 29%. O Brasil não atingia a marca de 7 mil km² desmatados desde 2010.

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Desde 1988, por meio do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES), esse acompanhamento é realizado. O objetivo é produzir os dados necessários para a avaliação e o estabelecimento de políticas públicas relativas ao controle do desmatamento ilegal realizado pelo Governo.

O estado do Pará apresentou a maior quantidade de desmate, seguido por Mato Grosso, Rondônia e Amazonas. Estas quatro Unidades da Federação responderam por 87% do total. Este resultado levanta questionamentos sobre a capacidade de o País honrar os compromissos assumidos no Acordo de Paris, na COP-21. É o caso, por exemplo, de zerar o desmatamento na Amazônia Legal e restaurar 12 milhões de hectares de florestas até 2030.

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Certamente, as pressões e as cobranças quanto às questões ambientais ganharão força, seja do lado externo ou interno do Brasil. Entre 2004 e 2015, houve uma redução de 79% no desmatamento na Amazônia Legal, o que é considerado um desempenho muito positivo. A expectativa era de melhora, mas a reversão de resultado coloca como foco de atenção as pastagens em substituição às áreas de florestas destruídas. A aplicação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) também sofrerá arrocho em termos de fiscalização.