Agroanalysis - A Revista de Agronegócio da FGV

COP-23

Definições ficaram para 2018

Janeiro de 2018

A 23ª Conferência das Partes (COP-23) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) – adotada no Rio de Janeiro, em 1992 – foi realizada em Bonn, na antiga capital da Alemanha Ocidental. No entanto, o país anfitrião foi Fiji, um pequeno arquipélago situado no Pacífico sem estrutura para receber os 25 mil participantes do encontro. Sujeitas a extinção, as ilhas Fiji foram devastadas, em 2016, pelo ciclone Winston, com a morte de 44 pessoas e a destruição de um terço do seu Produto Interno Bruto (PIB).

Essa era a primeira reunião da Conferência depois de o presidente Donald Trump dos Estados Unidos – o segundo maior emissor de gases do efeito estufa do mundo depois da China – ter anunciado a saída do Acordo de Paris, de 2015. Havia preocupação sobre a orientação dada pela Casa Branca quanto à implementação da meta de manter o aquecimento global abaixo de 2 °C.

Dois temas tiveram destaque: um relativo à ratificação das metas assumidas pelos países desenvolvidos até 2020, quando será válido o Acordo de Paris – esse pode ser considerado um ponto a favor dos países em desenvolvimento –; e outro relativo ao chamado “diálogo talanoa”, expressão de Fiji para um diálogo de colaboração e conciliação a partir de 2018.

O Brasil colocou-se à disposição para sediar a COP de 2019. Segundo o rodízio estabelecido pela UNFCCC, será a vez de um país da América Latina ou do Caribe presidir as negociações climáticas.