Agroanalysis - A Revista de Agronegócio da FGV

Importações de defensivos agrícolas

Aumento no primeiro semestre de 2016

Outubro de 2016

O VOLUME total das importações de defensivos agrícolas no primeiro semestre de 2016 teve um aumento de 19,2% em relação ao mesmo período de 2015, atingindo 161.704 toneladas, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (SINDIVEG).

A classe mais importada no País nesse período foi a dos herbicidas, com um total de 111.858 toneladas, seguida da dos fungicidas, com 29.013. Dentre os herbicidas mais demandados, o glifosato representou 51% das importações da classe, devido ao uso nas culturas de soja, milho, algodão, entre outras. Além disso, o aumento também se deu devido à recuperação do mercado de cana-de-açúcar.

Já os fungicidas apresentaram acréscimo devido ao excesso de chuvas, o que levou ao aumento de doenças.

Importações de defensivos agrícolas

A classe dos inseticidas teve a maior queda. Os altos estoques por excesso de chuva e o aumento do contrabando levaram o volume importado a cair de 29.490 toneladas para 18.809 toneladas entre janeiro e junho de 2016.

"Essa queda acentuada deve-se à irregularidade ou, até mesmo, à falta de chuvas em algumas regiões, notadamente cerrados, Mato Grosso e MAPITOBA (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia), o que fez com que diminuísse o aparecimento de pragas", comenta Silvia Fagnani, diretora executiva do SINDIVEG.

Além disso, igualmente ao que ocorreu em 2015, o mercado de agroquímicos como um todo continua perdendo para a comercialização ilegal de produtos. Estudos atuais demonstram que o contrabando pode atingir até 20% das vendas de defensivos agrícolas no Brasil.

O volume de importação das classes acaricidas e outros também apresentou queda, atingindo 1.512 e 512 toneladas, respectivamente, no período