Agroanalysis - A Revista de Agronegócio da FGV

Agrodrops

Novembro de 2016

Drones para agropecuária

Veículos aéreos não tripulados, os drones ou VANTs são presenças cada vez mais concretas no mundo da agricultura de precisão, no monitoramento de pragas e doenças, na contagem de mudas, pés e animais, no diagnóstico sobre a falta de água e nutrientes e na análise de áreas para aplicação de defensivos e fertilizantes, entre outros. Nos Estados Unidos, até 2015, conforme estudo da Bank of America Merrill Lynch Global Research, esse mercado movimentará aproximadamente US$ 82 bilhões.

Fila da ANVISA

Na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), há cerca de 1.188 processos aguardando análise e outros 151 em avaliação. Para representantes do setor, os órgãos brasileiros adotam os modelos de aprovação próximos ao da Europa, mais longos e demorados. A empresa investe e perde a oportunidade de colocar uma nova era de moléculas no mercado, porque o processo demora oito anos para ser aprovado. Já o padrão norte-americano leva, em média, dois anos: os estudos, as análises e os testes resultados dos produtos são feitos a campo quando há indícios de riscos à vida e ao meio ambiente.

Etanol e a queda de preço da gasolina

Pela primeira vez desde 2009, a Petrobras reduziu o preço do diesel (2,7%) e da gasolina na refinaria (3,2%). A projeção do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro) é de uma queda de R$ 0,03 por litro pago pelo consumidor. Tudo, no entanto, dependerá das margens trabalhadas pelos distribuidores e pelos postos. A medida tem impacto na competitividade do etanol: de um lado, o biocombustível será beneficiado pelo menor custo do diesel utilizado na sua produção; de outro, aumenta a sua participação no preço da gasolina, que leva 27% de álcool anidro, e diminui a sua competitividade no hidratado.

Missão ministerial e empresarial na Ásia

Liderados pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, representantes do governo federal e aproximadamente quarenta empresários brasileiros estiveram durante 25 dias em visita a países do continente asiático. Os destinos foram Seul (Coreia do Sul), Hong Kong e Chongqing (China), Bancoque (Tailândia), Yangon (Myanmar), Hanói (Vietnã), Kuala Lumpur (Malásia) e Nova Delhi (Índia). Apesar da dificuldade em estimar o volume de negócios firmados durante as visitas, a projeção fica entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões.

Eleição no Codex Alimentarius

Na 40ª Reunião da Comissão do Codex Alimentarius (CAC), formada por 187 países, está prevista para o período de 3 a 7 de julho de 2017, em Genebra (Suíça), a eleição de um novo presidente. A indicação do Brasil para o posto é de Guilherme Antonio da Costa Júnior, coordenador de Assuntos Multilaterais do Departamento de Negociações Não Tarifárias da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SRI/MAPA). Como referência internacional para a solução de disputas sobre inocuidade alimentar e proteção da saúde do consumidor, o CAC pode ajudar na abertura de mercados consumidores para as commodities brasileiras.

Risco na exportação de cítricos

A União Europeia (UE) rechaçou oito contêineres com limão taiti contaminados com cancro cítrico. Inexistente no continente, a doença é considerada uma ameaça em particular na Espanha e na Itália, onde se localizam os maiores pomares de laranja e tangerina. O limite tolerável pelo bloco é de cinco contêineres por ano. A Superintendência Federal do MAPA no estado de São Paulo e as autoridades sanitárias europeias buscam identificar a responsabilidade técnica. As ações consistem na rastreabilidade das frutas e na fiscalização nas chamadas packing houses.

Quebra na safra de laranja

Na safra de 2016/17, a citricultura brasileira colhe a menor quantidade de matéria-prima desta década, depois de três temporadas seguidas de preços baixos. No curto prazo, o cenário é favorável, apesar da alta no custo de produção e da necessidade de quitar empréstimos de exercícios anteriores. A capitalização do citricultor não será suficiente para investimentos expressivos na ampliação dos pomares. A disponibilidade de frutas segue ajustada à demanda industrial, com redução nos estoques de suco.

Quebra na safra de laranja

Do grão à cápsula do café

Na cadeia produtiva do café, no processo percorrido do campo até a produção das cápsulas de café expresso, o preço do quilo da matéria-prima vai de R$ 8,60 para R$ 329,00 – uma agregação de valor de praticamente 37 vezes. Na arrecadação de imposto, o incremento aumenta e chega a 97 vezes, com geração de tributo por quilo de R$ 1,32 no grão e R$ 128,67 na cápsula. O Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Decomtec/Fiesp) realizou esse cálculo para mostrar o impacto no valor adicionado da produção na arrecadação de impostos. Essa é uma visão já bem difundida e praticada na cafeicultura.

China define cotas de importação

O quadro de abastecimento para 2017 no mercado de grãos chinês está normal. As reservas do país estão elevadas, como resultado das importações e dos estímulos à produção nos últimos anos. Nessa situação, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR) chinesa definiu as cotas de importação com tarifa reduzida de 1% para o próximo ano. Com a probabilidade de novos cortes nessas quantidades, muitos países fornecedores tradicionais dos chineses já buscam outros destinos para as suas exportações.

China define cotas de importação

Lei de sanidade vegetal

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) encaminhou à Casa Civil da Presidência da República proposta para a nova Lei de Sanidade Vegetal, com o objetivo de proteger o território nacional contra a entrada e a dispersão de pragas vegetais. O regulamento vigente é de 1934, quando o País era importador de alimentos. O texto prevê a criação de um Sistema Brasileiro de Sanidade Vegetal, com o estabelecimento de Conselhos para assessorar os governos federal e estaduais, conforme os procedimentos alinhados à Convenção Internacional para a Proteção dos Vegetais (CIPV).

Resíduos de defensivos agrícolas

Lançado em 2011, o Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA), da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), envolve 1 milhão de toneladas de frutas, verduras e legumes por ano. Em comparação com o primeiro semestre de 2015, a conformidade subiu de 66% para 73% nos índices abaixo do Limite Máximo de Resíduos (LMR), ingredientes Não Autorizados (NA), ou mesmo na combinação dos dois (LMR + NA). Para Márcio Milan, superintendente da Abras, ”os resultados foram positivos e atendem o objetivo de disseminar o Programa para que mais empresas varejistas participem e melhorem a qualidade dos produtos oferecidos”.

Mistura de 15% do etanol na gasolina

A proposta do Departamento de Agricultura e Mercado de Nova York é permitir a venda de gasolina com uma mistura de 15% de etanol, o chamado E15. Alguns estados, como o Iowa e o Illinois, já oferecem este produto. A maior parte da gasolina no país é composta de E10. O aumento da mistura de etanol é visto como uma oportunidade pela indústria de biocombustíveis dos Estados Unidos. Usado como matéria-prima na sua produção, o milho, na safra 2016/17, registra a terceira maior área plantada (37,9 milhões de hectares) e recorde de produção (369,3 milhões de toneladas).

Em 2007, o Padrão de Combustíveis Renováveis (RFS, na sigla em inglês), da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, também em inglês), definiu as metas para a produção de E10 até 2022, mas estes valores foram reajustados para baixo em 2015, 2016 e 2017.

Mistura de 15% do etanol na gasolina

EUA denunciam China na OMC

Os Estados Unidos denunciaram a China à Organização Mundial do Comércio (OMC) por subsídios “desleais” a arroz, trigo e milho. O motivo é a aplicação de US$ 100 bilhões na política de garantia de preços dos grãos. Esta prática vai contra a regra e excede os limites de compromisso assumidos pelo país asiático quando passou a fazer parte da entidade, em 2001. Como líder na produção mundial, a China possui enorme influência no mercado mundial principalmente de arroz e trigo. A remoção dessas medidas favorecerá as exportações americanas e colaborará para uma produção mais competitiva dos chineses.