Agroanalysis - A Revista de Agronegócio da FGV

Dia da ciência

Pesquisa e inovação multiplicam alimentos

Novembro de 2016

PROTEGER A agricultura brasileira e ajudar a construir um planeta sustentável: esta é a missão da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), entidade que representa as indústrias que atuam em pesquisa e desenvolvimento de defensivos agrícolas no País. São empresas que investem fortemente em ciência e inovação e que contribuem para o constante desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

Segundo a CropLife Latin America, organização internacional que representa a indústria da ciência dos cultivos, o investimento anual em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) é de US$ 7,3 mil milhões.

A inovação tecnológica liderada pelas empresas associadas à Andef fez com que defensivos agrícolas mais eficientes fossem desenvolvidos nas últimas décadas. Produtos mais modernos têm propiciado reduções progressivas nas doses aplicadas nas lavouras brasileiras.

Com o uso das novas tecnologias, reduziu-se em mais de 80%, em média, a dose de herbicidas, fungicidas e inseticidas por área. Por exemplo, se, na década de 1980, eram necessários 2 kg de determinado produto para cada hectare para que uma praga fosse combatida; hoje, com a inovação, os produtos mais modernos sugerem a dosagem de 0,02 kg (ou 2 g) para combater os mesmos alvos.

Os defensivos agrícolas são parte importante de um pacote tecnológico que ajudou a transformar a agricultura brasileira nas últimas décadas. Graças à tecnologia aplicada em nossas lavouras, conseguimos ampliar a produção de alimentos sem expandir a área plantada. Para os próximos anos, o desafio é produzir ainda mais, com tecnologia e sustentabilidade, para alimentar um planeta com 9 bilhões de habitantes.

Nos últimos quarenta anos, o Brasil passou de importador a grande produtor mundial de alimentos. E, todos os dias, são pesquisadas novas tecnologias que, ao protegerem as lavouras do ataque de pragas, doenças e ervas daninhas, farão com que o Brasil aumente ainda mais a sua produção nos próximos anos.

Além dos inúmeros testes realizados pela indústria, os novos produtos ainda são rigidamente avaliados por três órgãos do Governo: o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA); o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA); e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), vinculada ao Ministério da Saúde (MS). É importante lembrar que, seguidas as recomendações de uso, os defensivos agrícolas registrados no Brasil são totalmente seguros, tanto para o agricultor, quanto para o consumidor final.

Investir em ciência no País é garantir a produtividade no campo. Hoje, o Brasil é um dos principais fornecedores mundiais de grãos, carnes, fibras e biocombustíveis, deixando para trás a imagem de importador de alimentos básicos.

Esse é o papel da Ciência, que tem seu dia celebrado todos os anos em 5 de novembro, desde 1970.