Agroanalysis - A Revista de Agronegócio da FGV

ANDEF

Análise de risco associado ao uso de defensivos agrícolas

Abril de 2018

A MATRIZ da produção agrícola brasileira é uma das mais extensas e diversificadas do mundo. Além de alimentos, produzimos grandes quantidades de fibras, bioenergia, matérias-primas industriais e serviços ecossistêmicos. Para nos compararmos a outros países em termos de uso de defensivos agrícolas, precisamos ser normalizados pela área cultivada ou pelo total de produtos gerados.

A normalização do consumo de defensivos agrícolas por habitante não é correta, pois muitos produtos são exportados e servem de matérias-
primas para fins industriais. A melhor alternativa para fazer comparações é a adoção de dados em hectares da área que recebeu aplicação ou foi cultivada, bem como da quantidade produzida (em toneladas ou quilos).

De forma recorrente, dá-se destaque ao fato de o Brasil ser o maior consumidor mundial de defensivos agrícolas, a partir do volume de produtos comercializados no mundo. No entanto, se compararmos:

- o consumo de defensivos agrícolas por unidade de área cultivada, o Brasil ocupa a 7ª posição, tendo à sua frente Japão, Coreia do Sul, Alemanha, - França, Itália e Reino Unido- ; e

- a taxa de consumo pela quantidade de produtos agrícolas produzidos, o Brasil ocupa a 13ª posição, superado por Canadá, Espanha, Austrália, Argentina, Estados Unidos e Polônia.

Não se pode confundir uso e consumo. O agricultor usa defensivos agrícolas. Se houver resíduos destes nos alimentos, os seus consumidores poderão ingerir defensivos agrícolas. A quantidade usada pelo agricultor não é a mesma ingerida pelos consumidores. Portanto, o uso não é sinônimo de consumo.

ANDEF