Agroanalysis - A Revista de Agronegócio da FGV

Agrodrops

Julho de 2017

Zoneamento agrícola de risco climático

As próximas safras brasileiras de soja, milho e cana-de-açúcar contarão com avaliações em três níveis de risco climático, graças a uma série de melhorias na metodologia do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), instrumento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) executado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e por instituições parceiras. Os produtores rurais e os analistas de crédito e seguro agrícolas poderão saber se a cultura tem probabilidade de 80%, 70% ou 60% de ser bem-sucedida nas condições e nos locais indicados pela plataforma.

O cálculo de risco poderá incluir as técnicas de manejo e a probabilidade de a lavoura sofrer doenças. Para o trigo, por exemplo, foram considerados estudos referentes à brusone e à giberela, e, para a soja, à ferrugem asiática. No caso da cana-de-açúcar, ampliou-se o ciclo com avaliações de manejo para a cultura de ano e a de um ano e meio. Em duas décadas, o ZARC economizou R$ 3,6 bilhões na redução de perdas da produtividade e promoveu segurança à concessão de crédito e seguro agrícolas.

Prioridade no armazenamento das colheitas

A produção agrícola cresce a uma velocidade maior do que a capacidade instalada no País. Em algumas regiões onde o escoamento da safra é difícil, torna-se importante o investimento em novas estruturas de armazenagem, principalmente nos anos de altos volumes produzidos, como na safra 2016/17. Os armazéns convencionais, estruturais e infláveis, por serem de uso emergencial e precário, utilizados nas áreas de fronteira, sofrem redução na capacidade útil de 40%. Isso explica o fato de se estimar a capacidade útil do País em 168,1 milhões, e não em 185,7 milhões.

Prioridade no armazenamento das colheitas

CTNBio aprova cana Bt

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou o uso comercial da primeira cana-de-açúcar geneticamente modificada (cana Bt) no mundo, desenvolvida pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), considerada segura sob os aspectos ambiental e de saúdes humana e animal. Esta primeira cana-de-açúcar geneticamente modificada aprovada para comercialização no mundo possui resistência à broca-da-cana (Diatraea saccharalis), que provoca prejuízos de R$ 5 bilhões anuais, devido a perdas de produtividades agrícola e industrial, impactos na qualidade do açúcar e custos com inseticidas. O gene Bt (Bacillus thuringiensis) é amplamente utilizado na agricultura, há mais de vinte anos, nos principais países produtores do mundo, incluindo o Brasil, em culturas como soja, milho, algodão, entre outras.