Agroanalysis - A Revista de Agronegócio da FGV

Caderno Abisolo

Disseminar a tecnologia em nutrição vegetal

Agosto de 2016

Realizações e iniciativas

Clorialdo Roberto Levrero, Presidente aa Abisolo

Dentre as realizações e as iniciativas de prestação de serviços promovidas pela Abisolo, a pesquisa de mercado entre as empresas de tecnologia em nutrição vegetal é, sem dúvida, uma das mais importantes. Esse trabalho é um verdadeiro processo de quebra de paradigma e de convencimento junto às empresas para preencher o formulário e entregar os dados para compilação. O resultado leva a uma melhoria nas informações e na qualidade das tomadas de decisão, pois ambas andam no mesmo sentido.

Na segunda metade do século passado, tivemos o salto em Genética – variedades mais produtivas e resistentes a doenças – e o desenvolvimento tecnológico de outros insumos, como defensivos e máquinas. Mais recentemente, desde meados do decênio passado, a Nutrição começou a fazer a diferença. Como as quantidades demandadas pela planta variam conforme o nutriente, na ausência de um elemento a planta não cresce normalmente nem se reproduz.

Este é o sétimo caderno que conseguimos efetuar na Agroanalysis. É uma parceria duradoura, de sete anos. Na sua leitura, mostramos o leque de ações levado a cabo pela entidade. Trata-se de um esforço motivador para atender os nossos associados e contribuir para o desenvolvimento do agronegócio nacional.


Caderno Abisolo

De 2008 a 2013, a adoção desse tipo de tecnologia em nutrição vegetal aumentou de forma significativa no Brasil. Na esteira da expansão agrícola, o mercado nacional cresceu nesse período a uma taxa anual de 15%, em volume e faturamento. Em 2014, na primeira pesquisa da Abisolo, obtivemos um valor correspondente a um faturamento de R$ 4,4 bilhões para o setor, com uma expectativa de crescimento de 17% para 2015. Na segunda pesquisa, apuramos um faturamento de R$ 5,2 bilhões para 2015 (aumento de 18,1% em relação a 2014) e uma projeção de expansão de 14% para 2016.


MARCOS REGULATÓRIOS

Francisco Guilherme Romanini, Vice-Presidente da Abisolo

A tecnologia em nutrição vegetal ganha um espaço notável na agropecuária nacional. As nossas pesquisas de mercado mostram de maneira cabal essa realidade. Nesse sentido, estamos trabalhando de forma assídua no aprimoramento dos marcos regulatórios. Precisamos dar as condições mínimas para as nossas empresas associadas motivarem-se a lançar produtos e serviços inovadores.


REGULAMENTAÇÃO DA COMPOSTAGEM

Gean Carlos Silva Matias, Diretor Técnico de Fertilizantes Orgânicos, Condicionadores de Solo e Substratos para Plantas da Abisolo

A Secretaria de Agricultura desenvolve um trabalho louvável de estabelecer uma norma técnica para compostagem, com a regulamentação da produção e do uso do composto orgânico na agricultura. A iniciativa merece todos os elogios, pois devemos acompanhar o estágio avançado dessa área na Europa e nos Estados Unidos. Nos dias de hoje, com a pressão para a utilização de métodos direcionados à preservação do meio ambiente, a compostagem ganha um novo status e requer um marco regulatório adequado.

O alinhamento com as normas federais é preciso para evitar problemas de aplicação e execução das regras a serem acatadas. Em processo de revisão sobre a classificação e a definição dos compostos orgânicos, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) divulgou, recentemente, os limites e as tolerâncias para contaminantes em fertilizantes orgânicos compostos e condicionadores de solo. Os teores de carbono compostável mínimo são outro ponto sensível, assim como os critérios e os limites qualitativos impostos às classes de produtos.


GERAÇÃO DOS REMINERALIZADORES

Gean Carlos Silva Matias, Diretor Técnico de Fertilizantes Orgânicos, Condicionadores de Solo e Substratos para Plantas da Abisolo

O MAPA alterou a Lei nº 6.894, de 16 de dezembro de 1980, para regulamentar os chamados pós de rocha, com a inclusão dos chamados remineralizadores como uma categoria de insumo destinado à agricultura. Trata-se de um material de origem mineral de tamanho reduzido por processos mecânicos, com capacidade para alterar a fertilidade e as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo.

Com essa normatização, surgem novos desafios para a pesquisa avaliar a eficiência agronômica desses produtos. A sua composição é variável de acordo com a região e as condições de formação da rocha. Os estudos deverão indicar o método de aplicação e os seus efeitos no solo e na planta.


EXCELÊNCIA COMO DIFERENCIAL

Marcelo L. M. Santos, Diretor Técnico de Fertilizantes Foliares e Biofertilizantes da Abisolo

No mercado brasileiro de tecnologia em nutrição vegetal, existem empresas com mais de quarenta anos detentoras de elevado grau de maturidade para acumular conhecimento e confiança na tecnologia aplicada. Do outro lado, as universidades e os centros de pesquisa cada vez mais estudam e recomendam novas práticas agrícolas para ajudar a cadeia produtiva. Tudo isso otimiza o uso de recursos disponíveis na natureza.

Os “fertilizantes especiais" referem-se a inovações ligadas às tecnologias de formulações e às novas matérias-primas, com definições de como e quanto aplicá-los corretamente. O termo “especial" reflete a busca pela excelência como diferencial. Nossas indústrias investem em pesquisa e desenvolvimento mais de 7% do faturamento. Devemos trabalhar pela capacitação da equipe técnica e comercial, pela qualificação e pela difusão dos biofertilizantes e pelo diálogo junto aos órgãos reguladores.


RESPOSTA NA NATUREZA

Alessandro Olinda de S. Mesquita, Diretor Técnico de Fertilizantes Organominerais da Abisolo

A agricultura enfrenta desafios para superar condições climáticas adversas e a incidência de pragas e doenças, na busca por maiores produtividades. Então, como faremos para auxiliar os agricultores? Não há uma resposta única. Desde a genética até as novas práticas agrícolas, passando pelos fertilizantes, o caminho é aumentar a eficiência dos cultivos; daí a sinergia dos compostos orgânicos com os minerais ter enorme potencial de desenvolvimento futuro.

A busca na natureza de soluções para dar mais eficiência à adubação norteia os rumos da pesquisa dos nutrientes, tanto pela diminuição das suas perdas, como pelo aumento da capacidade da sua absorção pela planta. Nesse sentido, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) ajudará na obtenção de novas fontes de matéria-prima. Como enfrentaremos barreiras técnicas e legais, teremos de inovar de forma sustentável, frente ao compromisso de produzir mais com qualidade e custos acessíveis a todos.


LOGÍSTICA REVERSA

Julio de Souza, Diretor Técnico de Meio Ambiente da Abisolo

A Abisolo acompanha com muita acuidade a Lei nº 12.305/10, que instituiu a PNRS, cujo conteúdo contém instrumentos para o enfrentamento dos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos.

Esta mesma Lei também instituiu a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos, estando inclusos: os fabricantes, os importadores, os distribuidores, os comerciantes, os cidadãos e os titulares de serviços de manejo dos resíduos sólidos na logística reversa destes e das embalagens pós-consumo. Essas questões fazem parte da visão estratégica da entidade.


VII FÓRUM E EXPOSIÇÃO ABISOLO 2017

Anderson Nora Ribeiro, Diretor de Relações Institucionais e Comunicação Social da Abisolo

Caderno Abisolo

Em 2017, o VII Fórum e Exposição Abisolo ocorrerá no Expo D. Pedro, nos dias 4 e 5 de abril, no município de Campinas, no estado de São Paulo. A expectativa é de recebermos 400 profissionais do setor de Tecnologia em Nutrição Vegetal, incluindo presidentes, diretores e gerentes de empresas. O evento é uma oportunidade para aproveitar os conteúdos e uma oportunidade de networking para profissionais, estudantes, pesquisadores e fornecedores.


AGENDA DE TRABALHO

A atual diretoria da Abisolo está eleita para um mandato de dois anos: 2016-2017. Seguindo o eixo básico de conduta e de princípio de exercícios anteriores, cada uma das cinco diretorias da chamada linha de frente estabeleceu seus planos prioritários.

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