Agroanalysis - A Revista de Agronegócio da FGV

Agrodrops

Setembro de 2017

ANUFOOD Brazil

A Koelnmesse anunciou oficialmente a realização da ANUFOOD Brazil - powered by Anuga, nova feira de negócios que acontecerá entre os dias 12 e 14 de março de 2019, no São Paulo Expo. O evento, inédito no Brasil, é totalmente dedicado ao setor de alimentos e bebidas em geral.

A feira terá como base a tradição e o modelo bem-sucedido da Anuga, a maior feira de alimentos do mundo, realizada em Colônia, na Alemanha, que está em sua 34ª edição e que reúne mais de 7 mil expositores e 160 mil visitantes a cada edição. No Brasil, a ANUFOOD será realizada em parceria com a FGV Projetos, unidade de assessoria técnica da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O coordenador do Centro de Agronegócio da FGV (GV Agro) e ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, afirmou que a capacidade do agronegócio do Brasil poderá fazer com que o País seja o “campeão mundial de segurança alimentar”. “A ANUFOOD Brazil é a grande plataforma para se chegar a isso, pois é preciso que uma feira dessa natureza venha ao Brasil para mostrarmos ao mundo o que o País é capaz de fazer”, ressaltou Rodrigues.

A ANUFOOD Brazil terá como expositores produtores, fabricantes, importadores e exportadores de alimentos e bebidas, além de destacar de forma pioneira o agronegócio e seus produtos in natura e típicos regionais.

O diretor executivo da FGV Projetos, Cesar Cunha Campos, lembrou que o roadshow realizado recentemente pela Koelnmesse em conjunto com a FGV Projetos (uma série de visitas a representantes de entidades do Brasil e da Argentina para apresentar a ANUFOOD Brazil) foi um sucesso, com excelente receptividade demonstrada pelas diversas entidades visitadas.

O evento já possui o apoio formal de associações de peso, como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias, Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI), a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) e a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas não Alcoólicas (ABIR), além de empresas privadas.

1ª usina de etanol de milho no Brasil

Com investimentos de R$ 450 milhões, capacidade de produção de 240 milhões de litros por ano e consumo de 600 mil toneladas de milho, acaba de ser inaugurada em Lucas do Rio Verde, no estado do Mato Grosso, a primeira usina de etanol com este cereal. Antes disso, o etanol de milho produzido no País era feito em usinas flex, que fabricam tanto etanol de cana, quanto do grão. A possibilidade de estocagem do produto abre espaço no mercado para esse tipo de combustível na entressafra. O plano é aproveitar as melhores áreas sem investimento em adubação e correções do solo. Outra vantagem consiste na produção de DDGS, sigla em inglês para grãos secos por destilação, com alto teor de proteína para serem usados como ração animal.

Novo patamar de produtividade na soja

A produtividade da soja brasileira deixou para trás a marca de 50 sacas por hectare na safra 2016/17. Com isso, chegou próximo do índice médio obtido pelos seus concorrentes principais: Estados Unidos e Argentina. Quando as condições climáticas são favoráveis, a produção responde com incremento forte, em função da tecnologia conquistada pelo agricultor. Como o potencial de ganho de produtividade ainda é alto, mesmo sem grandes avanços na área cultivada, há espaço para forte incremento na produção.

Novo patamar de produtividade na soja

Aumento na inseminação artificial

A Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) apresenta duas metas: a primeira é elevar de 12% para 16% o uso da inseminação artificial no rebanho bovino durante os próximos anos; e a segunda é reduzir o índice de inseminação de 1,8 doses para 1,2 doses por vaca. Várias empresas de inseminação associadas à entidade oferecem cursos de inseminação artificial de acordo com o “padrão de qualidade ASBIA”. A proposta é ampliar o número de cursos credenciados no País, com conteúdos para tecnologias em franco crescimento dentro da área de reprodução, como é o caso da Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF).

Baixo estoque de laranja

No chamado cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo Mineiro, as indústrias deverão processar 314 milhões de caixas de laranja (40,8 quilos cada) nesta safra. Como são necessárias 267 caixas de laranja para a produção de 1 tonelada de suco, a moagem deverá render 1,18 milhão de toneladas de suco na safra 2017/18. Este volume vai para 1,21 milhão quando se inclui a produção do Paraná e do Rio Grande do Sul. Considerando que as demandas externa e interna somadas totalizam 1,10 milhão de toneladas, sobrarão 110 mil toneladas, o segundo menor estoque na história da indústria.

Baixo estoque de laranja