A pandemia de COVID-19 está mexendo com a rotina de bilhões de pessoas ao redor do Planeta. O SARS-CoV-2 é um vírus novo que se tornou conhecido em janeiro deste ano, quando a epidemia se espalhou pela China e, rapidamente, se alastrou pelo mundo. Sem tratamento efetivo e vacina, cientistas passaram a indicar a detecção da doença e o isolamento social como formas de desacelerar a pandemia. Mas setores como os de saúde, segurança e produção de alimentos não podem parar. O agronegócio tem que seguir trabalhando e produzindo para que não falte comida.

Para tranquilizar a sociedade, a CropLife Brasil vem monitorando de perto o que acontece na cadeia produtiva de insumos destinados à produção agrícola. Até o momento, o impacto para as empresas de defensivos químicos e biológicos, de sementes e de biotecnologia não é significativo. Não há registro, no País, de fábricas parando, falta de insumos básicos nem interrupção no fluxo de transporte.

É importante evidenciar que as empresas do setor estão tomando todas as medidas cabíveis e possíveis para garantir a segurança dos trabalhadores nas unidades industriais, de beneficiamento, de armazenamento e no campo.

A CHINA JÁ ESTÁ DE VOLTA 

Também contribui para esse cenário de estabilidade a situação da China, importante fornecedora de matérias-primas, que, pelas informações fornecidas pelas empresas do setor e pela imprensa internacional, retomou a atividade industrial e a exportação de insumos.

O governo federal, por meio do Decreto nº 10.282, de 20 de março de 2020, incluiu o agronegócio no rol dos serviços essenciais, justamente para afastar o risco de desabastecimento de alimentos, produtos de higiene – como álcool, por exemplo – e outros artigos necessários para manter o bem-estar da população.

A SAÚDE DA ECONOMIA TAMBÉM ESTÁ EM RISCO

Mesmo necessárias, as medidas adotadas para conter a pandemia de COVID-19 estão impactando de forma muito importante a economia mundial. Por isso, a possibilidade de uma recessão econômica global preocupa governantes e trabalhadores.

Nesse sentido, o papel do agronegócio também é fundamental, principalmente no Brasil, onde tal setor responde por quase 25% do Produto Interno Bruto (PIB) e gera cerca 20% dos postos de trabalho – algo em torno de 18 milhões empregos.

Estamos terminando de colher uma safra histórica, estimada em mais de 250 milhões de toneladas, que precisa sair do campo para abastecer não só os brasileiros, como outras centenas de milhões de pessoas no mundo todo.

O QUE VEM PELA FRENTE 

Por conta da competência da indústria, do profissionalismo dos produtores rurais e da tecnologia disponível, o agronegócio tem potencial para ajudar a economia brasileira a se recuperar mais rapidamente dessa crise sem precedentes na história recente. O governo federal, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e do Ministério da Infraestrutura (MI), afirma que está realizando todos os esforços necessários para manter o fluxo de pessoas e cargas essenciais pelas rodovias, ferrovias e hidrovias do País, além do funcionamento dos portos para a entrada de insumos e a exportação dos nossos produtos. O agronegócio vai seguir trabalhando para que não falte alimento na mesa do brasileiro. Mas é fato que, como ninguém ainda consegue prever com total segurança como o coronavírus vai se portar daqui por diante em climas e populações diferentes, novas medidas e decisões podem ser tomadas a qualquer tempo. Cabe a nós monitorar e informar a população.

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