A tecnologia conecta a todos. No agronegócio, a agricultura digital (ou 4.0) vem se tornando uma boa aliada para o produtor, oferecendo soluções que vão desde o planejamento da lavoura até a chegada do produto ao consumidor. As chamadas AgTechs são empresas que promovem essas inovações com tecnologias aplicadas no campo.

HUBS DE INOVAÇÃO

De acordo com o relatório Radar AgTech Brasil 2019, 1.125 start-ups foram identificadas no País. A maioria delas, cerca de 90%, está nas regiões Sul e Sudeste, principalmente nas cidades de São Paulo, Piracicaba e Campinas. Contudo, a transformação no agro tem um enorme campo a ser explorado devido à crescente demanda por produzir mais com sustentabilidade.

Em algumas regiões do Brasil, existem hubs de inovação exclusivamente direcionados ao agronegócio: espaços destinados para o trabalho de start-ups, médias e grandes empresas e instituições de ensino e pesquisa com o objetivo de buscar o desenvolvimento em toda a cadeia agrícola. Os principais hubs estão em regiões estratégicas: AgTech Garage, em Piracicaba-SP; AgriHub, em Cuiabá-MT; e Agrovalley, em Londrina-PR. Juntos, são pelo menos 500 start-ups e milhares de profissionais na comunidade virtual.

A utilização da agricultura 4.0 está presente antes, dentro e depois da porteira. Para entender melhor, o fornecimento de insumos como produtos para controle biológico, fertilizantes, análise laboratorial, genômica, biotecnologia e economia compartilhada pode ser incluído no processo de desenvolvimento antes do campo.

ECONOMIA DE TEMPO E DINHEIRO

As tecnologias aplicadas à informação, como a internet das coisas (IoT, na sigla em inglês), o sensoriamento remoto, o uso de drones e técnicas de monitoramento, oferecem informações quase ou em tempo real que ajudam o agricultor na tomada de decisões dentro da fazenda. Assim, se otimizam recursos, mão de obra e tempo.

Observando a demanda do setor, a start-up Grandeo, de Ponta Grossa-PR, aprimorou o uso de uma tecnologia de espectroscopia no infravermelho próximo, chamado de near infrared (NIR), que existe há mais de vinte anos. Com um equipamento portátil parecido com uma máquina de cartão e cerca de 300 gramas, o produtor analisa, em menos de 1 minuto, várias características do solo, como matéria orgânica, umidade e nível de minerais. Nas culturas, é possível saber teores de amido, açúcares, fibras e umidade. O aparelho é conectado ao celular por sinal de Bluetooth ou Wi-Fi e tem um aplicativo que gerencia o funcionamento e armazena os dados localmente.A agricultura familiar também é beneficiada com o uso da tecnologia. A start-up ManejeBem, de Biguaçu-SC, presta assistência técnica de forma rápida e simples. Com um aplicativo, o produtor envia dúvidas com fotos, textos ou vídeos e recebe as respostas pelo celular. “O aplicativo ManejeChat é extremamente simples e permite que o usuário, mesmo que tenha baixa escolaridade, entenda e possa usar as informações. Então, funciona da mesma maneira que o WhatsApp, com a grande diferença de que é um captador de dados”, diz Caroline Luiz Pimenta, engenheira-agrônoma e cofundadora da start-up. Caso o agricultor possua uma assistência técnica, ele pode adquirir apenas o software para concentrar os dados. Desde 2016, a plataforma já atingiu mais de 250 mil produtores no Brasil.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui